Ministro da Fazenda esclarece situação econômica diante do caso Casas Bahia
O pedido de recuperação judicial da Casas Bahia não significa uma crise econômica generalizada, afirma o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Em entrevista à Globo News, ele destacou que, apesar das dificuldades pontuais enfrentadas por algumas empresas, diversos indicadores econômicos evidenciam vigor em diferentes setores do país.
Durigan ressaltou que os desafios enfrentados pela Casas Bahia e outros segmentos mais sensíveis ao crédito decorrem de fatores específicos, sem justificar uma visão alarmista sobre o cenário econômico. “Há uma série de elementos que explicam o que está acontecendo, mas não justificam um argumento político mais escandaloso sobre crise geral, porque não há”, disse.
Impacto dos juros elevados no varejo e mudanças no consumo
O ministro reconheceu que os juros altos pressionam especialmente o varejo, setor que depende fortemente do crédito tanto para fornecedores quanto para vendas aos consumidores. “Quando você tem um cenário de juros apertado, é claro que há uma redução na atividade que depende de crédito”, explicou, reforçando que esse efeito é parte do funcionamento esperado de uma política monetária contracionista.
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Em meio ao período eleitoral e às incertezas da economia, Durigan enfatiza a importância de distinguir os problemas isolados de empresas específicas do panorama geral da atividade econômica. Ele apontou que dados recentes indicam crescimento de 2% nas vendas do varejo entre junho e julho, além de avanços no faturamento de shopping centers e na geração de empregos, que não sustentam a ideia de uma crise abrangente.
Além disso, o ministro destacou a transformação dos hábitos de consumo, com o aumento expressivo do comércio eletrônico desde a pandemia, que tem alterado a composição tradicional do setor varejista e contribuído para as dificuldades de modelos de negócios mais convencionais.
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Redução histórica de processos de falência e recuperação judicial
Ao analisar um período histórico mais amplo, Durigan afirmou que não houve crescimento generalizado das falências e recuperações judiciais no Brasil. Pelo contrário, esses processos diminuíram, com o setor varejista apresentando índices inferiores aos da indústria. Essa perspectiva reforça a visão do governo de que a economia mantém resiliência, mesmo diante de desafios pontuais como o da Casas Bahia.
