Espetáculo “O Balé Que Você Não Vê” chega ao Teatro Castro Alves
O Balé Folclórico da Bahia volta a ocupar o palco do Teatro Castro Alves (TCA) em Salvador com o espetáculo “O Balé Que Você Não Vê”, programado para os dias 21 e 22 de novembro. Essa temporada integra a celebração do Mês da Consciência Negra na capital baiana, trazendo ao público uma experiência única que valoriza a ancestralidade e as manifestações culturais afro-brasileiras. Os ingressos estarão disponíveis a partir de 1º de setembro, às 14h, pela plataforma Sympla.
Retorno após turnê nacional e desafios do período de pandemia
Após uma turnê nacional de sucesso, a companhia que é referência internacional na valorização da cultura afro-brasileira retorna ao seu berço para apresentar a montagem que marcou seu retorno aos palcos depois do período mais difícil da pandemia de Covid-19. O espetáculo nasceu da vivência da companhia durante o afastamento dos palcos e reflete os desafios enfrentados diariamente por um grupo profissional de dança para se manter ativo.
“Esse espetáculo foi montado e teve sua estreia mundial depois de mais de dois anos sem a companhia se apresentar. Foi um enorme desafio, mas também uma grande celebração”, destaca Vavá Botelho, diretor geral e fundador do Balé Folclórico da Bahia.
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Novembro: mês de ancestralidade e resistência
A escolha do mês de novembro para o retorno da companhia reforça o compromisso com a cultura afro-brasileira e a valorização da ancestralidade. Segundo Botelho, o período é marcado pela luta antirracismo e pela celebração da cultura negra no Brasil.
“Novembro é um momento para celebrar a cultura afro-brasileira e a luta antirracismo, e o Balé Folclórico da Bahia é um importante representante dessa cultura no Brasil e no exterior”, afirma o diretor.
As apresentações também são uma homenagem à memória de Zumbi dos Palmares, às lutas da população negra e à riqueza cultural afro-baiana. “Vamos levar nossa arte para o palco e reverenciar a memória de Zumbi dos Palmares, nossas lutas, nossa ancestralidade e a cultura afro-baiana”, completa Botelho.
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Diversidade artística no palco do TCA
O espetáculo reúne quatro coreografias que destacam diferentes referências da cultura afro-brasileira: “Bolero”, de Carlos Durval; “Okan”, de Nildinha Fonseca; “2-3-8”, de Slim Mello; e “Afixirê”, de Rosângela Silvestre, esta última um clássico reconhecido internacionalmente no repertório da companhia.
No palco, o público verá uma fusão de dança, música, capoeira, canto e teatro, refletindo a formação abrangente dos bailarinos do Balé Folclórico da Bahia, que inclui dança clássica, moderna e contemporânea. A proposta evidencia a diversidade de influências que compõem a produção artística da companhia, que tem nas manifestações populares da Bahia uma fonte rica de pesquisa e inspiração.
