Economia circular transforma operação do Grupo Casas Bahia
A economia circular ganhou papel central na eficiência operacional do Grupo Casas Bahia. Em 2025, as ações voltadas para logística reversa, remanufatura e reciclagem evitaram perdas que somam R$ 255,6 milhões para a empresa. Além disso, foram recuperadas 13.273 toneladas de produtos, por meio do reaproveitamento, extensão da vida útil dos itens e destinação correta dos equipamentos que não puderam ser recuperados.
Estratégia integrada de recuperação e reaproveitamento
Essa abordagem envolve diversas áreas da varejista, como o Departamento de Assistência Técnica (DAT), responsável por avaliar e recuperar produtos, o Programa Reviva e as iniciativas de logística reversa presentes em lojas, centros de distribuição e hubs. Um destaque é a remanufatura de produtos devolvidos pelos consumidores. Antes da substituição ou reciclagem, os equipamentos passam por avaliação técnica e manutenção para voltarem ao mercado. Em 2025, 45% dos produtos devolvidos foram remanufaturados, o que ajudou a reduzir perdas financeiras e aumentar o reaproveitamento dos recursos investidos na fabricação.
“A circularidade se tornou uma alavanca de eficiência financeira e operacional. Atuamos por meio da logística reversa, do remanufaturamento de produtos e da reutilização de materiais, ampliando o aproveitamento de recursos e reduzindo desperdícios”, afirma Andréia Nunes, diretora executiva de Gente, Gestão e Assuntos Corporativos do Grupo Casas Bahia.
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Reciclagem e logística reversa como pilares sustentáveis
Além da recuperação, as Casas Bahia ampliaram a reciclagem de materiais através do Programa Reviva, lançado em 2015. Em 2025, mais de 2,7 mil toneladas de embalagens e outros materiais foram encaminhadas para reciclagem, totalizando mais de 35 mil toneladas desde o início do programa. Essa iniciativa também gera renda para cooperativas parceiras.
A logística reversa é fundamental para a estratégia sustentável da empresa. Em vez de fazer viagens exclusivas para transporte de resíduos, os caminhões que retornam após abastecer lojas e centros de distribuição levam os materiais recicláveis às empresas responsáveis pelo processamento. Essa prática reduz deslocamentos, melhora o aproveitamento da malha logística, diminui custos e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa relacionadas ao transporte.
Transparência, descarte responsável e engajamento do consumidor
O processo é monitorado por Manifestos de Transporte de Resíduos (MTR) e Certificados de Destinação Final (CDF), garantindo rastreabilidade e conformidade ambiental. A economia circular também cobre o descarte de eletroeletrônicos. Em parceria com a Green Eletron, gestora da logística reversa, o Grupo Casas Bahia destinou 3,8 toneladas de equipamentos, pilhas e baterias para reciclagem e tratamento ambientalmente responsável em 2025.
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Para incentivar o envolvimento dos consumidores, a companhia mantém mais de 740 coletores em lojas espalhadas pelo país para recebimento desses materiais. Essa mobilização contribui para ampliar a destinação correta e a reutilização dos produtos, fortalecendo a sustentabilidade junto à comunidade.
