O portal Bahia na Política publicou reportagem na última semana em Feira de Santana, baseada em documentos oficiais do orçamento municipal de 2026 disponibilizados pela Câmara Municipal de Feira de Santana, detalhando as emendas impositivas apresentadas pelas vereadoras Lu de Ronny (PV) e Eremita Mota (PP). O levantamento, construído a partir de dados públicos, mapeou a distribuição de recursos e as áreas de aplicação, sem recorrer a suposições ou denúncias.
Dados do orçamento e aplicação das emendas
A matéria se apoiou nas planilhas e no relatório final da peça orçamentária para 2026, acessíveis a qualquer cidadão que consulte o portal legislativo. Segundo o levantamento, as emendas de Lu de Ronny direcionaram parte dos recursos ao Hospital da Mulher, unidade voltada exclusivamente ao atendimento de demandas de saúde feminina. Em paralelo, as emendas de Eremita Mota contemplaram ações gerais na área social, sem detalhamento específico sobre programas de acolhimento.
Entre as informações levantadas, chamou a atenção a ausência de alocação explícita para iniciativas de enfrentamento à violência contra a mulher — tema que, na estrutura municipal, é tratado pela Secretaria da Mulher, pela Secretaria de Desenvolvimento Social e pela Seprev. Ao registrar a destinação dos recursos, a reportagem não ignorou a existência dessas pastas, mas apontou que nenhuma emenda indicou diretamente projetos voltados a esse campo.
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Reações na Câmara Municipal de Feira de Santana
Em resposta à divulgação dos dados, a vereadora Lu de Ronny adotou tom equilibrado ao destacar seu histórico de atuação em pautas de defesa dos direitos das mulheres. Ela citou investimentos que, segundo seu gabinete, reforçam a capacidade de atendimento do Hospital da Mulher e apontam para ampliação de exames e procedimentos. A manifestação, enviada por nota oficial, ressaltou que o foco de suas emendas recaiu sobre a assistência à saúde feminina em sentido amplo.
Na manhã seguinte, durante sessão na tribuna da Câmara Municipal de Feira de Santana, a vereadora Eremita Mota questionou a motivação da reportagem e sugeriu que interesses paralelos estariam por trás da apuração. Ela mencionou a possibilidade de recorrer ao Judiciário contra o portal, alegando que a cobertura poderia configurar violação de prerrogativas parlamentares. O posicionamento foi registrado em ata e acompanhado de encaminhamento para a assessoria jurídica de seu gabinete.
Resposta do Bahia na Política
O Bahia na Política recebeu os posicionamentos das parlamentares com respeito e reafirmou seu compromisso com jornalismo responsável, independente e imparcial. Em nota publicada no próprio site, o portal destacou que não houve questionamento à trajetória pessoal ou ao empenho das vereadoras em causas femininas. O foco, reforçou o texto, foi a análise objetiva dos números e a transparência na apuração dos recursos.
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O pronunciamento mencionou ainda que qualquer medida judicial será tratada com seriedade e que não alterará a rotina de cobertura. “Nenhuma ameaça afastará este espaço do compromisso de fazer jornalismo com responsabilidade, independência e imparcialidade”, conclui o comunicado.
Efeitos no debate público e próximos passos
A cobertura do orçamento de 2026 pelo Bahia na Política reforça a importância da fiscalização social sobre a aplicação dos recursos públicos em Feira de Santana. Ao mapear as emendas impositivas, o portal mantém vivo o espaço de debate público e a transparência dos atos institucionais. A movimentação das vereadoras na Câmara e a possibilidade de ações judiciais devem gerar novos documentos e debates, que poderão ser acompanhados em sessões ordinárias e relatórios de comissões.
Nos próximos dias, a expectativa se volta para o trâmite das emendas no orçamento e para eventuais consultas ao Tribunal de Contas do Município. O Bahia na Política continuará monitorando cada etapa, municiando leitores com dados oficiais e entrevistas diretas com os protagonistas. A repercussão desta reportagem deve ecoar nos bastidores da administração municipal e no calendário de votações relativas ao executivo e ao legislativo local.
