UEFS sedia encontro que destaca a economia solidária na Bahia
A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) é palco do 1º Encontro Baiano de Feiras Universitárias e Populares, que chega ao segundo e último dia nesta quinta-feira (3). O evento reúne produtores, empreendedores, estudantes e representantes de diferentes regiões da Bahia, com o objetivo de estimular a economia popular, a agroecologia, a soberania alimentar e o intercâmbio de conhecimentos. A iniciativa acontece em consonância com o Dia das Organizações Populares, reforçando o papel das feiras como espaços de fortalecimento econômico e social.
Integração entre universidades e comunidades locais
O encontro busca aproximar experiências desenvolvidas dentro e fora das universidades, promovendo a comercialização de produtos diversos, como artesanato e alimentos, além de momentos de diálogo entre os participantes. A proposta surgiu a partir de uma pesquisa de mestrado na própria UEFS, liderada por Sarah de Souza, mestranda em Planejamento Territorial e membro da Incubadora de Iniciativas de Economia Popular Solidária. Ela explica que o objetivo principal é criar uma rede permanente entre as feiras, facilitando a troca de saberes e sabores entre elas.
Feira de Santana foi escolhida para sediar a primeira edição justamente por sua forte identidade com as feiras, além da trajetória da feira universitária da UEFS, que existe desde 2017. Sarah destaca que a intenção é que o encontro seja o primeiro de muitos e que, ao final, seja elaborada uma carta reivindicatória para consolidar uma rede entre as feiras universitárias e populares.
Leia também: Antônio Cardoso Promove Encontro Estratégico para Desenvolvimento Econômico Territorial
Leia também: Feiras Agropecuárias Impulsionam a Produção na Bahia em Maio e Junho
Desafios para visibilidade e apoio às feiras
Além de promover a troca e comercialização, o evento chama atenção para as dificuldades enfrentadas por essas feiras, principalmente relacionadas à falta de visibilidade e à ausência de políticas públicas de apoio. Sarah ressalta que muitas dessas iniciativas dependem da mobilização dos próprios feirantes e ainda precisam conquistar maior reconhecimento dentro das universidades. “A feira existe, o popular existe dentro da universidade, e a gente precisa ser visto”, afirma.
A empreendedora Sônia Barreto, participante do encontro, levou seus produtos de confeitaria para apresentar a novos públicos. Ela conta que entrou no universo das feiras por meio de projetos sociais e que o evento tem sido uma oportunidade lucrativa e de aprendizado. Para Sônia, o ambiente do encontro é colaborativo, sem concorrência, e reforça a troca de experiências e parcerias entre os empreendedores.
O artesanato também tem destaque no evento. Tatiana Duque, do Duque Ateliê, levou produtos feitos em família que buscam despertar memórias afetivas por meio de peças como amigurumis e bolsas. Ela destaca a importância da articulação entre organizações, universidade e pequenos empreendedores para ampliar as oportunidades de comercialização. Segundo Tatiana, a continuidade do encontro dependerá do engajamento dos participantes, mas há expectativa de novas edições. “A palavra-chave também é perseverar. É um comércio, é um empreendedorismo, então a gente tem que perseverar se quer ter sucesso”, comenta.
Leia também: Feiras Agropecuárias na Bahia: Impulsionando a Produção nos Meses de Maio e Junho
Leia também: Bahia Progride no Agronegócio em 2026 com Mais de 40 Feiras e Exposições
A aproximação entre universidade e comunidades produtivas
Estudantes da UEFS também participaram do evento, mostrando a relevância da aproximação entre a universidade e produtores de diversas comunidades. Renata Carneiro e Ana Santana, estudantes de Pedagogia, destacam a diversidade cultural e produtiva presente na feira. Para Renata, o encontro vai além do ambiente acadêmico, reunindo cultura e diversidade em um espaço aberto ao público.
Ana enfatiza que a expansão da feira trouxe produtores de outros municípios, o que representa uma importante conexão entre a universidade e a comunidade externa. Ela ressalta que a variedade de produtos e a presença de pessoas de diferentes localidades tornam a experiência ainda mais rica e significativa para todos os envolvidos.
