Encontro Promove Reflexão e Troca de Experiências
No dia 24 de abril de 2026, a Secretaria Municipal de Educação (Seduc) organizou uma formação voltada para os profissionais de apoio da rede municipal, focando no tema “Práticas Pedagógicas Inclusivas”. A atividade, que ocorreu em dois turnos, reuniu aproximadamente 960 cuidadores e teve como objetivo fomentar um espaço de escuta e reflexão, promovendo a troca de experiências entre os participantes.
A condução da formação ficou a cargo de Michelle Mascarenhas e Adriana Castelo, especialistas que atuam diretamente nas políticas de educação especial da Seduc. Durante o encontro, foram abordadas diversas estratégias pedagógicas inclusivas, o papel fundamental do profissional de apoio no processo educacional e a relevância da promoção da autonomia dos estudantes com deficiência.
Desenvolvimento Inclusivo Através de Dinâmicas
A programação incluiu dinâmicas sensoriais e relatos práticos, que permitiram aos cuidadores vivenciar, ainda que simbolicamente, diferentes formas de aprendizagem. Essa abordagem ressaltou a necessidade de entender as singularidades de cada estudante e de implementar metodologias diversificadas que considerem os interesses, ritmos e estilos de interação dos alunos.
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Entre os temas discutidos, estavam situações comuns no cotidiano escolar, como a mediação em momentos de desregulação. A importância do diálogo com a equipe pedagógica e o cuidado ao evitar falas que possam rotular ou limitar o desenvolvimento dos estudantes também foram enfatizados. Outro ponto crucial abordado foi a necessidade de evitar a superproteção, visando incentivar práticas que fortaleçam a independência e a participação ativa dos alunos nas atividades escolares.
Orientações sobre Acessibilidade e Inclusão
A formação ainda proporcionou orientações sobre acessibilidade, destacando a utilização da audiodescrição para alunos com deficiência visual e estratégias de comunicação adaptadas para estudantes surdos. Essas orientações são essenciais para garantir que todos os estudantes tenham acesso equitativo ao aprendizado.
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Michelle Mascarenhas, uma das formadoras, ressaltou que a prática inclusiva demanda sensibilidade e intencionalidade no fazer pedagógico. “É fundamental se colocar no lugar do estudante. Às vezes, o que parece falta de atenção é, na verdade, a dificuldade de acesso ao conteúdo proposto. Precisamos buscar alternativas que tornem a aprendizagem significativa para todos”, comentou.
Adriana Castelo também compartilhou a importância de fomentar a autonomia no ambiente escolar, enfatizando que “nosso objetivo não é criar dependência, mas sim possibilitar que o estudante se desenvolva e conquiste sua independência”. Ela acredita que os educadores devem se afastar da postura de proteção excessiva e adotar uma abordagem que incentive, oriente e fortaleça os alunos para a vida.
