Feiras Livres como Palcos de Cultura
As feiras livres de Feira de Santana, reconhecidas pela sua diversidade e pela reunião diária de pessoas, serão transformadas em um vibrante cenário de literatura oral. Nos dias 9, 17 e 24 de maio, o projeto “Vozes da Feira – Festival de Literatura Oral” trará uma série de apresentações artísticas e atividades formativas ao Centro de Abastecimento, à Feira da Estação Nova e à Feira do Tomba. O objetivo é aproximar o público da cultura em um ambiente acessível e familiar.
A proposta do festival visa levar a arte para aqueles que já frequentam esses espaços. Em vez de limitar a produção cultural a locais tradicionais, como teatros e centros culturais, o projeto se concentra na ocupação das feiras livres, que funcionam como verdadeiros núcleos de convivência, troca e oralidade.
Uma Programação Diversificada para Todos
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Durante três finais de semana, o público poderá desfrutar de 15 apresentações de literatura oral, abrangendo diversas linguagens que vão desde contação de histórias e repente até poesia falada, batalhas de rimas e cantigas de roda. Artistas locais, como Coletivo da Baixada, Luma Luz e Domingos Santeiro, além de Pipas Literarts e Daniela Landim, estarão à frente das atrações, reforçando a valorização da produção cultural de Feira de Santana.
O festival não se limita a ser um evento artístico; ele procura também criar conexões. Entre uma compra e outra, crianças, adultos e idosos poderão vivenciar experiências culturais que, muitas vezes, são novas para eles. A proposta é despertar o interesse pela leitura e demonstrar que a poesia e a arte podem fazer parte do cotidiano de todos.
Democratizando o Acesso à Cultura
“O Vozes da Feira surge do desejo de democratizar o acesso à cultura e reconhecer a feira como um espaço legítimo de expressão. Acreditamos que a arte deve circular, dialogar com as pessoas e integrar-se à vida delas”, explica Gustavo Erick de Andrade, produtor cultural da Argonautas Cultura e Educação e um dos idealizadores do projeto.
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Fonte: acreverdade.com.br
Para além das apresentações presenciais, o festival também se preocupa em promover a formação do público. Serão oferecidas duas oficinas online e gratuitas: uma voltada à contação de histórias e outra dedicada à criação de narrativas digitais. Essas atividades servirão como uma porta de entrada para aqueles que desejam explorar essas linguagens e participar do concurso cultural promovido pelo projeto.
Concurso Cultural e Memória Coletiva
Com o tema “Minha história com a feira”, o concurso convida os participantes a produzirem vídeos de até cinco minutos em formato de conteúdo literário digital. Os vídeos podem incorporar relatos pessoais, memórias, personagens ou até resenhas de obras que dialoguem com o universo das feiras livres. As orientações para a inscrição dos vídeos estarão disponíveis nas plataformas do festival.
Os vídeos selecionados serão compartilhados nas redes sociais do evento, contribuindo para a construção de uma memória audiovisual coletiva da cidade. Os três melhores trabalhos receberão prêmios de R$ 1.000, R$ 700 e R$ 500, além de certificados e menções honrosas.
Expectativas e Impacto Cultural
A expectativa é que o evento atinja cerca de 1.500 pessoas durante as atividades presenciais e até 20 mil nas plataformas digitais. O Vozes da Feira reafirma o papel da cultura como um instrumento de inclusão, pertencimento e resistência, reforçando a importância de ações que celebrem a arte e a oralidade em espaços acessíveis e significativos para a comunidade.
