Competitividade e Inclusão no Esporte Bahiano
O pós-Carnaval na Bahia trouxe um calendário esportivo movimentado, longe da ressaca típica. O fim de semana foi repleto de competições voltadas para o esporte feminino e categorias de base. Um dos destaques foi o Circuito Mais Mulheres de Esporte de Baleado, realizado em Santa Bárbara, que contou com a participação de 10 equipes e cerca de 200 atletas. Os jogos aconteceram das 9h até a tarde e tiveram também atividades formativas no sábado, como palestras e rodas de conversa.
No âmbito aquático, o 1º Concurso do ano da FBDA lotou a Piscina Olímpica da Bahia, com um expressivo número de aproximadamente 310 inscritos. Comparando os dados, em 2024, houve 200 inscritos, em 2025 foram 176 e agora em 2026 o número supera os 300. O ciclismo também teve seu espaço, com a Copa Kids MTB XCO em Feira de Santana, realizada no Free Bike Park. O evento começou às 7h30 e uniu categorias infantis e provas profissionais em um mesmo ambiente, mostrando a diversidade e o interesse pelo esporte.
A grande sacada desse panorama esportivo é evidente: quando se prioriza a base e o esporte feminino no planejamento, o cenário se transforma. A capilaridade adquirida permite que o esporte atinja um público mais amplo, sustentando assim o alto rendimento. Modalidades como baleado, natação e mountain bike não competem entre si; elas fomentam hábitos esportivos em diferentes regiões, algo que se mostra mais valioso do que ações isoladas com objetivos meramente promocionais.
No contexto maior, o interior da Bahia deixa de ser um mero coadjuvante ao receber eventos estruturados com logística adequada, apoio e continuidade. Santa Bárbara e Feira de Santana, cada uma a seu modo, se tornam vitrines de um modelo que une esporte e cidadania, sem recorrer a discursos vazios. As quadras, piscinas e pistas de atletismo estão ativas e funcionando, refletindo uma nova realidade no esporte baiano.
O meu veredito? A Bahia está no caminho certo ao substituir a lógica do espetáculo único por uma rede de eventos interligados. O desafio, no entanto, será manter esse ritmo, especialmente quando a euforia do calendário se transforma em custos. Nesses momentos, apenas aqueles que tratam o esporte como uma política pública, e não apenas como uma foto de domingo, conseguem se manter de pé.
