Investimentos para a Ciência na Bahia
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) busca diversificar os investimentos regionais com a assinatura de seis convênios em Salvador, nesta quinta-feira (12). O total de R$ 38,1 milhões será direcionado a instituições como a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e o Instituto Federal da Bahia (IFBA). Esse aporte, proveniente do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), visa a modernização de laboratórios e a manutenção de equipamentos científicos, além de criar estruturas multiusuárias de pesquisa.
Durante a cerimônia, a ministra Luciana Santos enfatizou que essa iniciativa do governo federal é crucial para ampliar o acesso a financiamentos voltados à inovação, reduzindo desigualdades históricas na distribuição de recursos em ciência e tecnologia. Segundo a ministra, “Estamos unindo desenvolvimento produtivo, formação de pesquisadores e modernização tecnológica. É um novo tempo, onde os recursos não se limitam mais ao Sul e Sudeste”.
Fortalecimento da Conexão entre Pesquisa e Desenvolvimento
A nova injeção de recursos tem como objetivo não apenas fortalecer a infraestrutura científica do estado, mas também criar um elo mais forte entre a pesquisa e o desenvolvimento econômico. “Esses investimentos proporcionarão melhores condições para que cientistas e pesquisadores possam realizar pesquisas de excelência. Estamos transformando conhecimento em inovação, o que é essencial para o crescimento regional e o avanço sustentável do Brasil”, afirmou Santos.
Os convênios abrangem áreas estratégicas e diversificadas, refletindo a importância da ciência para o desenvolvimento local.
Avanços na Conectividade Científica
A visita da ministra também incluiu a apresentação dos avanços da Infovia Bahia, uma infraestrutura essencial para a conectividade científica, que faz parte do Programa Conecta. Esta política, coordenada pelo MCTI e implementada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), visa à modernização digital de instituições científicas e educacionais no Brasil.
O projeto prevê uma rede de 3.914 quilômetros de fibra óptica, interligando Salvador a diversos municípios do interior da Bahia. Essa rede permitirá que instituições de ensino e pesquisa acessem conexões com capacidade de até 100 gigabits por segundo (100 Gb/s), o que promete transformar a dinâmica da pesquisa científica na região.
A criação desse corredor digital é uma oportunidade para fortalecer a colaboração científica e oferecer acesso a ambientes de supercomputação. “Estamos expandindo a conectividade de alta velocidade e segurança em todas as áreas do estado,” destacou Santos.
Programas de Fomento à Inovação
Durante a agenda, o programa Finep pelo Brasil foi apresentado, com o intuito de conectar empresas, universidades e centros de pesquisa aos instrumentos de financiamento à inovação oferecidos pelo governo. A iniciativa inclui 13 editais nacionais, com um total de aproximadamente R$ 3,3 bilhões, destinados à transformação digital, transição energética, agroindústrias e saúde.
A ministra reiterou que o Finep pelo Brasil busca ouvir as demandas locais e construir parcerias efetivas. “Queremos que a sociedade aproveite as oportunidades de fomento, transformando isso em competitividade, geração de emprego e desenvolvimento”, enfatizou.
Proximidade entre Pesquisa e Setor Produtivo
Marcius Gomes, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, comentou sobre a relevância da presença do MCTI e da Finep no estado. “Estamos recebendo a Finep pelo Brasil com o objetivo de estreitar a relação entre nossos pesquisadores e o setor produtivo. Esses editais são uma grande oportunidade de inovação e desenvolvimento para a Bahia,” concluiu.
