Fortalecimento do Brasil Alfabetizado em Feira de Santana
No dia 19 de março de 2026, a Secretaria Municipal de Educação de Feira de Santana (Seduc) promoveu uma importante formação no auditório da própria secretaria. O evento foi voltado para os educadores sociais que atuam no Programa Brasil Alfabetizado, um projeto do Governo Federal que visa alfabetizar jovens, adultos e idosos. Com a participação ativa dos profissionais, o foco da formação foi discutir o planejamento pedagógico e as práticas de alfabetização.
Desde sua implementação, o programa já criou 57 turmas em diversas comunidades de Feira de Santana, atendendo cerca de mil estudantes. Essa iniciativa tem como objetivo garantir que pessoas que não tiveram acesso à leitura e à escrita possam, finalmente, se inserir no universo da educação. Diferentemente do ensino formal, as aulas do Brasil Alfabetizado ocorrem em diferentes espaços, como associações, igrejas e até na casa dos próprios educadores sociais, que desempenham um papel fundamental nesse processo.
Durante o encontro, foram abordadas questões sobre a importância do planejamento pedagógico na elaboração de atividades que realmente atendam às necessidades dos alunos. A formação também favoreceu a troca de experiências, onde os educadores compartilharam relatos sobre os avanços e os desafios que enfrentam na alfabetização de seus alunos.
Os resultados da iniciativa já são perceptíveis, segundo a coordenação do programa. Muitos estudantes que começaram as aulas em junho do ano anterior já demonstram progresso significativo, como a capacidade de escrever o próprio nome e maior autonomia na leitura. A expectativa é que até julho de 2026, ainda mais alunos estejam alfabetizados e prontos para ingressar no ensino regular.
Marly Araujo, articuladora do Brasil Alfabetizado em Feira de Santana, expressou sua satisfação com os resultados: ‘Ver jovens, adultos e idosos retornando ao processo de aprendizagem e alcançando avanços é uma grande conquista para todos nós. O programa tem resgatado a identidade de muitos que antes não eram alfabetizados e agora ganham mais autonomia em suas vidas’.
Outro aspecto relevante discutido durante a formação foi o compromisso dos educadores sociais, que utilizam diversas estratégias para manter os alunos engajados, como dinâmicas de grupo, atividades lúdicas e visitas domiciliares. Quando um estudante falta por razões de saúde, por exemplo, os educadores se mobilizam para levar as atividades até ele, reforçando o vínculo e garantindo acolhimento. A formação dos alfabetizadores é realizada mensalmente, sempre em turnos alternados, para garantir que todos tenham a oportunidade de participar.
