Evento marca o início da colaboração cultural
Na noite da última terça-feira, 7 de novembro, Brasília recebeu o Concerto do Ano Cultural Brasil-China, um evento que inaugura a programação cultural de 2026 entre os dois países. Realizado no Auditório Poupex, o concerto contou com a presença de autoridades brasileiras e chinesas, além de representantes do corpo diplomático e convidados. A apresentação uniu a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro e a Orquestra Sinfônica Nacional da China, oferecendo uma performance que simboliza o intercâmbio cultural que norteará as atividades ao longo do ano.
O secretário-executivo adjunto do Ministério da Cultura, Cassius Antonio da Rosa, destacou a importância desse evento. “Essa celebração representa uma parceria estratégica e madura, reforçada pelos presidentes Lula e Xi Jinping, durante os cinquenta anos das relações entre Brasil e China”, afirmou, ressaltando que o Ano Cultural visa expandir a cooperação entre os países, com a cultura como eixo central.
“Nosso objetivo primordial é ampliar o conhecimento mútuo entre nossos povos, permitindo que a arte atue como verdadeiro idioma universal que nos conecta”, continuou o secretário. Ele também enfatizou o papel da cultura como motor de desenvolvimento econômico e inclusão social, ressaltando que a economia criativa representa mais de 3,5% do PIB brasileiro.
O evento contou ainda com a presença do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, que ressaltou a importância da cultura na aproximação entre nações. “A cultura constrói pontes e conecta corações”, declarou. Ele mencionou que o concerto representa a primeira grande atividade do Ano Cultural, simbolizando uma história rica de intercâmbio entre as duas nações. Zhu também destacou a necessidade de diálogo entre civilizações para enfrentar os desafios internacionais atuais.
Cultura como alicerce nas relações internacionais
Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto, secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores, ressaltou o papel essencial da cultura nas relações internacionais. “A cultura é uma dimensão fundamental da cooperação internacional e um instrumento vital para a aproximação entre sociedades”, afirmou. Ele acrescentou que o Ano Cultural Brasil-China vai além de uma simples vitrine artística, sendo um convite para o diálogo entre culturas e histórias.
Ao longo de 2026, a programação do Ano Cultural Brasil-China promete uma agenda diversificada, com atividades nos dois países. As iniciativas brasileiras na China estão previstas para começar em abril, com eventos em cidades como Pequim e Xangai. O foco é consolidar um intercâmbio cultural que enriqueça o conhecimento mútuo.
O evento foi encerrado com uma apresentação musical que marcou oficialmente o início da agenda cultural, prometendo um ano repleto de atividades enriquecedoras.
Apresentação sinfônica: um elo entre tradições musicais
A atuação conjunta da Orquestra Sinfônica Nacional da China e da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro foi um verdadeiro espetáculo de cooperação, refletindo o espírito do Ano Cultural Brasil-China 2026. O concerto, que reuniu repertórios musicais variados, demonstrou como a música pode ser uma linguagem universal, capaz de aproximar culturas e fortalecer laços entre as nações.
A Orquestra Sinfônica Nacional da China, com sua longa história que começou em 1956, é um importante embaixador cultural, promovendo intercâmbios artísticos ao redor do mundo. Em 2024, a Camerata da CNSO já havia realizado uma turnê por quatro cidades brasileiras, commemorando os 50 anos de relações diplomáticas entre Brasil e China.
Por outro lado, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, estabelecida em 1979, é uma das principais do Brasil e um pilar da cena cultural de Brasília. Ao longo dos anos, a orquestra tem se destacado pela excelência em suas apresentações e pela promoção de intercâmbios com artistas renomados.
O programa do concerto incluiu obras de compositores brasileiros e chineses, como “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, e o “Concerto para violino Os Amantes Borboleta”, de He Zhanhao e Chen Gang, além de peças de Heitor Villa-Lobos, Carlos Gomes e Zhao Jiping. Essa combinação de repertórios reforçou a proposta de diálogo entre tradições musicais, transformando sons em um elo de aproximação entre Brasil e China.
