Rogério Ceni fala sobre a responsabilidade pela derrota
Após a derrota do Bahia para o Remo, por 3 a 1, na Arena Fonte Nova, na noite de quarta-feira (22), o técnico Rogério Ceni não hesitou em assumir a responsabilidade pelo resultado negativo na ida da quinta fase da Copa do Brasil. Em uma coletiva de imprensa, Ceni analisou as falhas na construção das jogadas e a baixa eficiência ofensiva da equipe.
“É impossível encontrar uma justificativa para o torcedor, nós falhamos. Quando enfrentamos equipes que se defendem com linhas baixas, é crucial aprimorar a construção das jogadas. Tivemos oportunidades, especialmente no início dos tempos, mas os gols que tomamos aconteceram por erros de passe. Enfrentar times que atuam em transição exige um ajuste meticuloso nas passes. A responsabilidade pela derrota é minha, não culpo os jogadores. Não vejo falta de empenho neles. A dificuldade em marcar gols persiste, mesmo com o passar do tempo”, declarou.
Momento delicado e necessidade de resposta
Ceni também comentou sobre o impacto do terceiro gol sofrido, que ele considerou crucial para a situação da equipe. O treinador classificou o momento como delicado e ressaltou a necessidade de uma resposta imediata do time.
“As mudanças que fiz alteraram as características da equipe, mas o adversário manteve a vantagem. O terceiro gol nos coloca em uma situação muito difícil, mas estamos determinados a avançar na competição. Não perdemos dois jogos seguidos neste ano. Precisamos dar uma resposta em um calendário mais espaçado, visto que estamos em apenas duas competições. É um momento delicado que devemos superar e vencer o Santos a qualquer custo no sábado. A responsabilidade pela derrota é inteiramente minha. Não é questão de má vontade, mas sim de erros. A responsabilidade é minha, e a equipe não está confortável. Pedi que os jogadores se retirassem para que eu pudesse atender vocês hoje”, afirmou.
Reação da torcida e a busca pela recuperação
O técnico também abordou a reação da torcida após o revés e enfatizou a urgência na recuperação no Campeonato Brasileiro. Para Ceni, é fundamental entender o sentimento do torcedor, que se manifesta intensamente em momentos como este.
“O torcedor expressa seu sentimento de maneira pura. Ele valoriza aqueles que trazem resultados. Não podemos reclamar da presença do público, mesmo em um dia chuvoso. Se eu dissesse que a torcida não influencia os jogadores, estaria sendo desonesto. Entretanto, não podemos desmerecer a manifestação do momento. Nossa missão no segundo jogo será ainda mais desafiadora, e precisamos conquistar o triunfo contra o Santos. Buscar a confiança do torcedor é essencial, e não sei se a teremos. No entanto, vamos nos esforçar ao máximo. Precisamos conseguir a calma que nos faltou hoje para superar a situação no sábado”, destacou Ceni.
Desafios para o confronto de volta
Por fim, o treinador projetou o confronto de volta e ressaltou a importância de converter as oportunidades criadas. Ele reconheceu que a missão de reverter a situação é complexa, mas acredita na capacidade da equipe.
“Uma desvantagem de dois gols na Copa do Brasil, ainda mais fora de casa, é um desafio considerável. Precisamos marcar um gol rapidamente nas chances que tivermos. Estaremos expostos aos mesmos riscos que hoje. O adversário pode adotar uma postura um pouco mais defensiva, mas o jogo terá características semelhantes. O Bahia precisará controlar a partida. Se conseguirmos finalizar as chances, ótimo. Mas se criarmos e não convertermos, o tempo passará… Precisamos estancar a sangria no sábado. Esse é o ponto crucial”, concluiu Ceni.
