Erros que abalaram a partida
Salvador-BA, 27 de abril de 2026 – O Esporte Clube Vitória formalizou uma representação à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após a partida disputada contra o Club Athletico Paranaense, pelo Campeonato Brasileiro de 2026. O jogo, realizado no último dia 27, foi marcado por decisões polêmicas do árbitro Bruno Arleu de Araújo e sua equipe, que, segundo o Vitória, tiveram um impacto direto no resultado e na regularidade do confronto.
Na denúncia, o clube aponta quatro lances específicos que consideram erros claros e inequívocos que afetaram a partida. O primeiro deles ocorreu aos 7 minutos do primeiro tempo, quando o atleta Luiz Gustavo, do Athletico, foi acusado de agredir Zé Vitor, do Vitória, com um pontapé violento. O Vitória alega que essa infração deveria ter resultado em cartão vermelho imediato, dada a gravidade do ato.
Controvérsias e infrações não punidas
Outro momento contestado se deu aos 30 minutos do primeiro tempo, quando uma penalidade foi marcada em favor do Athletico após uma suposta falta do defensor Cacá. O Vitória defende que a decisão foi equivocada, uma vez que, segundo eles, não houve infração, o que comprometeu a lisura do jogo e influencia diretamente no resultado final.
Na sequência, aos 20 minutos do segundo tempo, Luiz Gustavo foi novamente envolvido em um lance polêmico. O jogador supostamente simulou uma falta e, ao cair, reteve a bola com a mão. A equipe do Vitória argumenta que, considerando que o atleta já havia recebido um cartão amarelo previamente, o correto seria aplicar uma segunda advertência, levando à expulsão. No entanto, o árbitro não agiu conforme a regra, outra omissão que, segundo o clube, alterou o curso da partida.
Preocupações com a integridade física dos atletas
Por fim, aos 22 minutos da segunda etapa, uma entrada violenta de Arthur Dias, do Athletico, sobre Renê, do Vitória, gerou ainda mais controvérsias. A jogada, caracterizada como uma entrada em “carrinho” com força excessiva, resultou na substituição de Renê, que ficou com uma torção na perna. A equipe de arbitragem mais uma vez não tomou as medidas necessárias, o que, para o Vitória, demonstra uma falta de compromisso com a segurança dos jogadores.
A crítica à arbitragem e ao VAR
Além das falhas individuais do árbitro, o Vitória expressou preocupações com a atuação do VAR (árbitro de vídeo), coordenado por Rodrigo Nunes de Sá. A equipe ressaltou que os lances em questão deveriam ter sido revisados, dado o potencial de comportamento violento e a possibilidade de erro na marcação de pênalti. A ausência de revisão, segundo o clube, caracteriza uma falha no cumprimento do protocolo do VAR.
Demandas do clube
Frente a todas essas situações, o Esporte Clube Vitória solicita à CBF uma análise detalhada dos lances mencionados, a adoção de medidas contra a equipe de arbitragem e esclarecimentos sobre os critérios que levaram às decisões polêmicas. Além disso, o clube pede a divulgação dos áudios que registram a comunicação entre os árbitros de campo e a equipe do VAR.
Com essa representação, o Vitória espera uma resposta firme e transparente da CBF, a fim de preservar a credibilidade na competição e assegurar a justiça que deve prevalecer em partidas que envolvem grandes clubes do futebol brasileiro.
Atenciosamente,
Fábio Rios Mota
