Festa do Vaqueiro abre ciclo junino em Ipuaçu
A XXV Festa do Vaqueiro começou na sexta-feira (22/05/2026), no distrito de Governador João Durval Carneiro, em Ipuaçu, na zona rural de feira de santana. O evento reuniu manifestações culturais, fé, música e cavalgadas, reforçando a identidade sertaneja. Essa edição comemorativa de 25 anos marca o início do calendário de festas rurais do município em 2026, destacando não só os ritos religiosos e atrações musicais, mas também o protagonismo feminino na festa, com a corte oficial formada pelas princesas Camila Mercez e Carla Almeida da Silva, a madrinha Carol Andrade e a rainha da festa.
Devoção e tradição no coração da festa
A abertura da XXV edição foi marcada por momentos de fé e participação popular. No fim da tarde, fiéis, vaqueiros, moradores e visitantes se reuniram no Umbuzeiro para a tradicional procissão até a praça principal, dando início à programação religiosa. A Missa do Vaqueiro homenageou os trabalhadores do campo, famílias sertanejas e a memória cultural associada ao vaqueiro nordestino. Com aboios, versos improvisados e símbolos da vida rural, o evento reforçou a importância das raízes culturais da região.
Consolidada como uma das principais manifestações da zona rural de Feira de Santana, a festa une elementos religiosos, musicais e comunitários. Em Ipuaçu, ela vai além da celebração, funcionando como um espaço de reafirmação da identidade local e preservação das tradições passadas entre gerações.
Protagonismo feminino na corte oficial
Um destaque especial nesta edição foi a corte oficial da Festa do Vaqueiro, composta por mulheres da comunidade. As princesas Camila Mercez e Carla Almeida da Silva, além da madrinha Carol Andrade, representam beleza, cultura e pertencimento sertanejo. Camila, com 26 anos, expressou o orgulho de participar pela primeira vez como primeira princesa, valorizando a força cultural da festa em Ipuaçu e sua ligação com a história rural de Feira de Santana.
Carla Almeida da Silva ressaltou a emoção de conquistar o título após uma tentativa anterior, destacando o reconhecimento e o vínculo com uma tradição que mobiliza moradores e visitantes. Já a madrinha Carol Andrade, pela primeira vez na corte, enfatizou a responsabilidade e gratidão de representar uma festa que integra há décadas o calendário cultural local.
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A presença feminina amplia a interpretação cultural da festa, tradicionalmente associada à figura do vaqueiro, evidenciando a contribuição das mulheres para a preservação das tradições rurais, religiosidade popular e vínculos comunitários no interior baiano.
Fé, música e impacto na economia local
Depois dos momentos religiosos, a festa seguiu com programação musical no palco principal. O cantor Adalto Sena abriu a noite com repertório de forró e romantismo, seguido pela banda Malícia 100 Vergonha, que animou o público com arrocha e forró eletrônico. Durante a madrugada, Jheovane manteve a animação, e Regy Vaqueiro encerrou a primeira noite com músicas típicas da vaquejada.
Para a atendente Juliana Ferreira, a abertura da festa uniu tradição religiosa a uma programação musical diversificada, com clima familiar e animado para diferentes públicos. Essa combinação reforça o papel da festa no fortalecimento da cultura local.
Secretaria de Cultura destaca relevância econômica e turística
Cristiano Lôbo, secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Feira de Santana, destacou que a Festa do Vaqueiro tem importância cultural, mas também gera impacto econômico e turístico. O evento atrai moradores da região e visitantes, movimentando comércio, alimentação, transporte e serviços ligados à cadeia cultural.
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Ele ressaltou a diversidade musical, que inclui sertanejo, forró, arrocha e música de vaquejada, atendendo ao público plural e reforçando a popularidade da festa. A XXV edição projeta Ipuaçu como polo de preservação cultural na zona rural, reunindo fé, música, procissões, missa e cavalgadas como expressão da memória sertaneja e da vida comunitária.
Preservação da tradição sertaneja
A Festa do Vaqueiro mantém vivos símbolos da cultura do campo, como gibão, cavalgada, aboio, devoção religiosa e música popular nordestina. Esses elementos formam uma narrativa coletiva que conecta o presente às práticas tradicionais do sertão.
Com 25 anos, a festa ganha ainda mais relevância ao valorizar manifestações culturais rurais como patrimônio vivo das comunidades. Feira de Santana, com forte ligação ao comércio, pecuária e rotas sertanejas, vê na festa uma reafirmação dos vínculos identitários fundamentais para a população rural.
Ao destacar o protagonismo feminino na corte oficial, a festa atualiza sua tradição, incorporando novas representações sociais e ampliando seu alcance entre diferentes gerações. Assim, a celebração reforça seu papel como guardiã da cultura sertaneja e importante evento para a economia e vida social da região.
