Seguro vai além da proteção básica para veículos e imóveis
Na noite de terça-feira (11), a Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana (ACEFS) recebeu um encontro que reuniu empresários, corretores e representantes do setor de seguros para discutir um tema pouco explorado: a cultura do seguro como ferramenta estratégica. Organizado pelo SindSeg Conecta, com o apoio do Clube do Seguro de Feira de Santana, o evento trouxe à tona a importância de compreender o seguro não como um custo, mas como um investimento essencial para a proteção patrimonial e o planejamento diante das mudanças climáticas.
Percepção do seguro como investimento e proteção contra riscos climáticos
Paulo César Martins, presidente do SindSeg BA/SE/TO, que representa seguradoras da Bahia, Sergipe e Tocantins, destacou que o setor tem se empenhado em ampliar o conhecimento da população sobre o papel do seguro. Segundo ele, muitos ainda veem o seguro apenas como uma despesa, mas essa visão precisa ser alterada especialmente diante dos eventos climáticos extremos que têm impactado empresas e famílias.
“Seguro é investimento”, reforçou Paulo César. Ele explicou que a mudança climática, com chuvas intensas e vendavais, evidencia a necessidade de proteção efetiva. O seguro surge como um instrumento de tranquilidade, ajudando a planejar e enfrentar situações inesperadas, reduzindo os impactos financeiros para a sociedade.
Potencial de crescimento do mercado brasileiro de seguros
Dados apresentados por Paulo César mostram que a penetração dos seguros no Brasil atinge cerca de 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB), número que está longe dos 15% a 18% registrados em mercados mais maduros. No segmento residencial, a diferença é ainda mais evidente. Enquanto cerca de 90% das residências em países desenvolvidos possuem seguro, no Brasil esse índice é próximo a 17%. No Nordeste, essa participação cai para aproximadamente 7%.
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Essa disparidade demonstra um espaço significativo para expansão no mercado brasileiro. O executivo reforça que o crescimento do seguro é fundamental para trazer segurança às famílias e empresas, especialmente diante das mudanças climáticas que agravam riscos como enchentes e vendavais.
Inovação tecnológica facilita acesso e contratação
Outro ponto relevante abordado no encontro foi o avanço tecnológico no setor. Paulo César destacou que ferramentas como a inteligência artificial têm simplificado a contratação de seguros, tornando o processo mais acessível e rápido, inclusive pelo celular e com o suporte dos corretores. Além disso, a tecnologia tem reduzido a burocracia nas indenizações, eliminando etapas complicadas no envio de documentos.
Essa modernização contribui para tornar o seguro mais atraente e descomplicado, aproximando o empresário e o consumidor final do mercado segurador.
A importância de eventos que aproximam seguradoras e empresários
Paulo César ressaltou que encontros em cidades com forte atividade econômica, como Feira de Santana, são essenciais para fortalecer a relação entre seguradoras e o empresariado. O SindSeg reúne dez seguradoras associadas e promove eventos em diferentes regiões com o objetivo de disseminar a cultura do seguro e trocar experiências.
“Esses pontos de encontro são fundamentais para nossa estratégia de divulgação”, afirmou o presidente do sindicato. A iniciativa busca mostrar que o seguro pode ser adaptado às necessidades específicas de cada empresa, garantindo proteção adequada e tranquilidade.
Feira de Santana vê seguro como oportunidade para negócios locais
O presidente da ACEFS, Genildo Melo, destacou o papel da associação em apoiar iniciativas que fortaleçam o empreendedorismo local. Ele ressaltou que o seguro vai além do tradicional, abrangendo diversos riscos empresariais que impactam diretamente a atividade econômica da região.
“Discutir o seguro com o empresariado é fundamental para ampliar a proteção de patrimônios e negócios”, afirmou. Com dezenas de corretoras e a presença de grandes seguradoras, Feira de Santana possui um mercado significativo que pode se beneficiar da aproximação entre seguradoras, corretores e empresários.
Genildo destacou a participação expressiva de corretores e empresários no encontro, classificando-o como uma oportunidade educativa e de negócios. Segundo ele, essa interação ajuda a identificar a melhor forma de oferecer produtos de seguro que atendam às necessidades locais, fortalecendo o mercado e trazendo segurança aos clientes e associados.
