Estratégia Eficiente de Vigilância Sanitária
No dia 28 de abril de 2026, o Centro de Endemias de Feira de Santana promoveu uma reunião com agentes de combate às endemias, com o intuito de alinhar a instalação de ovitrampas em diversas áreas do município. Essa ação faz parte de um conjunto de medidas estratégicas direcionadas ao controle da proliferação do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Este encontro foi o segundo realizado sobre o assunto, sendo a novidade a participação de novos grupos de agentes. A ampliação do treinamento é fundamental para garantir a padronização das ações em campo, o que aumenta a eficácia do monitoramento.
Conforme explicou a coordenadora de Endemias, Priscila Soares, a reunião teve como principal objetivo orientar os agentes e esclarecer eventuais dúvidas sobre a implementação e utilização dessa tecnologia na luta contra as arboviroses. As ovitrampas são dispositivos projetados para monitorar a reprodução do mosquito, permitindo identificar áreas com maior circulação do vetor e direcionar ações específicas de combate.
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“É essencial trabalharmos de forma integrada utilizando as ferramentas disponíveis. As ovitrampas têm um papel crucial na prevenção de surtos epidêmicos de dengue em Feira de Santana”, ressaltou a coordenadora.
Divisão Estratégica do Território
Para melhor eficiência no combate ao mosquito, o município foi dividido em regiões específicas, com a definição de bairros prioritários para a instalação das ovitrampas. De acordo com um levantamento epidemiológico, realizado em parceria com o Estado, entre 70% e 80% do território de Feira de Santana é considerado “área quente”, ou seja, regiões com alta infestação do Aedes aegypti.
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Nessas áreas, as ovitrampas serão primeiramente instaladas e monitoradas por um período de seis meses. Durante esse tempo, as paletas dos dispositivos serão substituídas a cada sete dias. Após 15 dias, os dados coletados serão analisados, possibilitando a implementação de estratégias complementares, como bloqueios, borrifação intradomiciliar e ações perifocais e focais.
“Os agentes de combate às endemias terão a responsabilidade de instalar e monitorar as ovitrampas, o que fortalecerá nossas ações de vigilância sanitária e contribuirá para a redução dos casos de dengue na região”, concluiu Priscila Soares. A iniciativa é um passo importante no combate à dengue, uma preocupação crescente em diversas partes do Brasil, especialmente em épocas de maior incidência de chuvas.
