O Maestro e Sua Trajetória Musical Através dos Anos
Israel Exalto, um talentoso guitarrista, cantor e produtor musical, é uma figura emblemática na cena musical de Feira de Santana. Com uma trajetória que começou na cidade, ele fundou a banda Israelstone, que rapidamente se destacou como uma das melhores bandas de rock da Bahia. Atualmente, Exalto continua a sua jornada musical com o Yes Estúdio – Atelier Musical, onde atua como maestro e mentor, ajudando novos talentos a se desenvolverem no mundo da música.
A história de Israel é um exemplo claro de como o destino pode moldar vidas. Desde muito jovem, ele foi cativado pela música, influenciado pelo violão de seu pai, Osvaldo Exalto, um seresteiro, e pelas tardes que passava em casa do tio Temístocles Teixeira, onde a sanfona do amigo de Luiz Gonzaga ecoava pelos cômodos. Com apenas cinco anos, enquanto outras crianças jogavam futebol, Israel já estava se familiarizando com as cordas do violão na busca de sua vocação.
Leia também: Thiago Castelli Lança Clipe com Foco no Agronegócio e Conecta Música ao Campo
Leia também: Festival Feira Canta Feira: Uma Noite de Música e Emoção em Feira de Santana
Durante seus anos de formação, nos colégios Santanópolis, Joselito Amorim e Gastão Guimarães, Israel se dedicou intensamente à música. Ele se apresentava em programas de auditório da Rádio Sociedade e Rádio Cultura, onde interpretava sucessos de gigantes da música, como Nelson Gonçalves e Trio Irakitan. Para aprender a tocar violão e guitarra, ele se infiltrava em festas, observando de perto os músicos e tentando reproduzir seus movimentos em casa.
A influência da Jovem Guarda e de bandas icônicas como Beatles e Rolling Stones impulsionou Israel a formar sua primeira banda, a Hot Stones, que posteriormente se tornou Os Eremitas. Com um grupo animado, eles começaram a tocar em festas no bairro Kalilândia, onde a música era uma parte vibrante da comunidade. Para conseguir equipamentos, recorriam ao apoio das famílias do bairro, usando um “livro de ouro” para arrecadar fundos.
No início da década de 1970, ele juntou-se a Os Leopardos, uma banda que já fazia sucesso na cidade. No entanto, Israel almejava algo maior e, em 1973, lançou a Israelstone, que rapidamente se destacou no cenário musical baiano. A banda fez sua estreia em Serrinha e rapidamente conquistou o público, permanecendo ativa até 1977, quando Israel decidiu se aventurar no Rio de Janeiro, em busca de novas oportunidades.
Leia também: Morte Precoce: Cantor Tony Bahia, Ícone da Música Baiana, Nos Deixa aos 52 Anos
Leia também: Música e Cultura: Melhores Eventos em Feira de Santana para o Fim de Semana
O novo cenário apresentava desafios diferentes. Israel trabalhou intensamente em casas noturnas, realizando até três shows por dia, em uma rotina que o levava a descansar em um cinema. “Eu chegava a tocar até às 6 da manhã e, devido à distância, dormia em um cinema até a tarde”, lembra ele. Esse esforço resultou em colaborações com importantes artistas da música brasileira, como Djavan e Beth Carvalho, enquanto ele aprofundava seu conhecimento em teoria musical e diversos instrumentos.
Em 1981, lançou seu primeiro compacto, com músicas autorais que foram bem recebidas nas rádios do Rio. Durante os anos seguintes, continuou a produzir música, incluindo uma excitante excursão internacional promovida por Osvaldo Sargentelli, que o levou a tocar no Japão e na Europa. Após retornar ao Brasil em 1988, Israel se estabeleceu em Nova Friburgo, onde foi contratado por um famoso clube noturno até 2000.
O retorno a Feira de Santana ocorreu em 2020, após o falecimento de seu pai. Com o objetivo de resolver questões familiares, Israel também se dedicou a projetos musicais, fundando o Yes Estúdio, que rapidamente se tornou um centro de referência em produção musical. Com um repertório diversificado que abrange desde o rock internacional até a música popular brasileira, ele continua a influenciar a nova geração de músicos.
Apesar de enfrentar desafios de saúde que exigiram a amputação de parte de seus membros inferiores, Israel Exalto permanece ativo na música. Ele continua produzindo, cantando e gravando, reafirmando sua profunda conexão com a música. Em suas palavras, ele expressa sua paixão: “Eu não saberia viver sem a música!”.
