O teatro como espaço de cultura e memória em Feira de Santana
Em 19 de setembro, data que marca o Dia Nacional do Teatro no Brasil, Feira de Santana celebra a arte dos palcos e a relevância dos espaços culturais públicos para o desenvolvimento artístico e a aproximação da comunidade com as manifestações cênicas. O teatro, uma das formas mais antigas de expressão humana, tem papel fundamental na reflexão social, formação cultural e preservação da memória coletiva.
No Brasil, essa trajetória se manifesta de diversas maneiras, e a data de 19 de setembro também foi instituída pela Lei Federal nº 13.442/2017 como o Dia Nacional do Teatro Acessível, reforçando a necessidade de garantir que a arte teatral alcance todos os públicos, sem barreiras.
Histórico dos espaços teatrais em Feira de Santana
A história do teatro na cidade está profundamente ligada à luta dos artistas locais por espaços adequados para ensaios, apresentações e formação. Por muitos anos, os grupos teatrais precisaram recorrer a cinemas, auditórios e locais improvisados para levar seus trabalhos ao público. Foi nesse cenário que, em 1971, surgiu o primeiro Teatro Margarida Ribeiro, instalado na Rua Carlos Gomes em um espaço que antes funcionava como boliche.
O imóvel foi alugado pela Prefeitura para oferecer aos artistas um local próprio. A inauguração aconteceu com o espetáculo “Cleóputo”, de Antônio Miranda. Em 1982, o então prefeito José Raimundo de Azevêdo transformou o auditório do Colégio Monteiro Lobato, no bairro Capuchinhos, em teatro municipal, realocando o Teatro Margarida Ribeiro para o local. A abertura contou com um concerto da Orquestra Sinfônica da Bahia.
Ao longo das décadas, o teatro passou por diversas melhorias. Em 2008, recebeu sistema de refrigeração, novas poltronas, adaptações para pessoas com deficiência, equipamentos de sonorização e iluminação cênica, além de camarins e bilheteria. Em 2017, houve intervenções na parte elétrica e instalação de sistemas de proteção contra incêndio.
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Em 2025, o teatro passou por uma reforma que incluiu pintura, manutenção elétrica e hidráulica, substituição do piso de madeira, renovação das poltronas, sanitários e ampliação dos camarins. Reaberto em outubro, recebeu parte da programação do Festival Nacional de Teatro Infantil de Feira de Santana.
Centro de Cultura Maestro Miro: produção, formação e difusão
Outro equipamento fundamental é o Centro de Cultura Maestro Miro, inaugurado em 2004 no bairro Muchila. O espaço reúne diversas formas de expressão artística, incluindo o Teatro Ângela Oliveira, a Galeria de Arte Aliomar Simas e o Foyer Jota Morbeck. Também abriga o programa Arte de Viver, que oferece cursos gratuitos em teatro, dança, música e artes plásticas.
O Maestro Miro passou por reformas e ampliações em 2006 e, em 2016, foi reinaugurado após intervenções que contemplaram melhorias estruturais, elétricas e de segurança. Em 2026, a Prefeitura realizou uma revitalização ampla, com melhorias físicas, climatização, pintura e paisagismo. O Teatro Ângela Oliveira recebeu 302 novas poltronas, incluindo assentos adaptados para cadeirantes.
Reaberto em março de 2026, o centro cultural voltou a receber artistas e público, reforçando seu papel como espaço dinâmico de produção, formação e convivência cultural.
A importância dos equipamentos culturais para a cidade
Esses espaços não são meramente prédios com palco e cadeiras. São locais onde crianças têm seu primeiro contato com a dramaturgia, onde artistas encontram condições para trabalhar, grupos ensaiam, professores oferecem aulas e a comunidade vivencia diferentes perspectivas culturais.
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Feira de Santana possui uma rede de equipamentos culturais que amplia a circulação artística. Em 2026, a programação do Festival Nacional de Teatro Infantil ocupou o Teatro Margarida Ribeiro, o Teatro Ângela Oliveira, o Auditório da Secretaria Municipal de Educação e outros locais, fortalecendo a cena local.
Além disso, a cidade conta com espaços mantidos por instituições diversas, como o Teatro do CUCA-UEFS, o Complexo Cultural Amélio Amorim, o Teatro Carlos Pita do Centro de Convenções e o Teatro do Centro Cultural SESC. Essa variedade amplia a oferta cultural e consolida Feira como polo importante no interior baiano.
O futuro do teatro em Feira de Santana
Comemorar o Dia do Teatro é valorizar não apenas os artistas e técnicos, mas também a infraestrutura que torna possível o acesso à arte. Equipamentos como o Teatro Municipal Margarida Ribeiro e o Centro de Cultura Maestro Miro representam capítulos essenciais dessa história.
Esses espaços foram criados, adaptados e modernizados para atender as necessidades da população, preservando a memória cultural da cidade e abrindo caminhos para as novas gerações. Fora do palco, permanece o esforço constante de quem mantém viva a cena teatral.
Em Feira de Santana, a cultura segue como ferramenta de educação, inclusão e transformação social, e a manutenção dos espaços culturais é parte fundamental dessa trajetória.
