Policlínica de Camaçari enfrenta impasse na Câmara Municipal
Desde 8 de maio, o projeto de lei que cria o Consórcio Público Interfederativo de Saúde para administrar a nova Policlínica de Camaçari permanece sem avanço na Câmara Municipal. Apesar do parecer favorável emitido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a proposta ainda não chegou ao plenário, aguardando a análise das Comissões de Saúde e de Finanças e Orçamento, presididas pelos vereadores Dr. Elias Natan (PSDB) e Herbinho (União Brasil), respectivamente.
Essa paralisação na tramitação do projeto compromete a organização administrativa da unidade, que já está em fase final de construção no bairro Camaçari de Dentro, na Avenida Concêntrica. A demora na aprovação pode impactar diretamente o funcionamento da policlínica, que terá capacidade para realizar cerca de 54 mil exames mensais, tornando-se a maior da região.
Impacto institucional e autonomia na gestão da saúde local
O consórcio entre a Prefeitura de Camaçari e o Governo do Estado visa garantir a autonomia para o município administrar seus recursos de saúde. Essa gestão própria permitirá organizar a regulação dos serviços e garantir que toda a capacidade da unidade seja direcionada aos moradores locais, superando a dependência de outros municípios e as limitações do modelo atual, que tem provocado ociosidade e dificultado o acesso a serviços especializados.
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
Conforme o projeto, a policlínica contará com uma estrutura robusta, empregando mais de 300 profissionais em sua fase plena, entre eles 148 médicos especialistas distribuídos em 28 áreas diferentes. A oferta inclui exames de alta complexidade, como ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética, equipamentos que devem reduzir filas e ampliar o acesso a consultas e diagnósticos especializados do Sistema Único de Saúde (SUS).
Importante destacar que essa será a primeira policlínica do Brasil construída com recursos oriundos do Novo PAC, reforçando o caráter estratégico da unidade para a saúde pública regional. A inauguração está prevista para ocorrer em menos de 50 dias, mas a tramitação travada na Câmara pode atrasar o início das operações e comprometer o atendimento à população.
